Amazon Alexa: 4 Motivos Pelas Quais A Alexa Não Vai Dominar O Mundo (Ainda)

O Amazon Echo e a Alexa têm um impulso no momento, mas os desafios permanecem

 

Steve Ranger para ZDNet em 09/01/2017

 

Sempre que encontrar algo interessante sobre desenvolvimento de software em inglês vou traduzir aqui para comentarmos e discutirmos um pouco sobre o assunto. Desta vez vamos falar um pouco sobre a visão em 2017 dos motivos pelas quais a Alexa não vai dominar o mundo.

 

O serviço Alexa da Amazon foi um surpreendente sucesso; a assistente digital embarcada no alto-falante inteligente Amazon Echo está se transformando rapidamente no principal hub doméstico inteligente.

 

Alexa pode ser usado para qualquer coisa, desde tocar música, definir cronômetros e escrever listas de compras, controlar sistemas domésticos inteligentes e eletrodomésticos e até ligar o seu carro.

 

Atualmente, existem mais de 7.000 skills da Alexa – nome da Amazon para serviços controlados por voz. A Amazon já vendeu cinco milhões de alto-falantes inteligentes (e provavelmente muito mais durante as festas de fim de ano).

 

Já são mais de 100.000 skills na lojinha da Alexa e mais de 100 milhões de dispositivos Alexa.

 

No evento CES deste mês, a Alexa foi uma das estrelas do show, com fabricantes de eletrodomésticos e empresas de eletrônicos anunciando planos de integrar a assistente controlada por voz da Amazon em seus produtos. Neste momento, o impulso certamente parece estar se consolidando para Alexa, mas isso não significa que a assistente digital da Amazon vai dominar o mundo – pelo menos não agora.

 

Lá pelos idos de 2017, quais seriam os motivos pelas quais a Alexa não vai dominar o mundo? Elas ainda valem hoje?

 

Aqui estão algumas coisas a considerar.

 

1. O Controle Por Voz É Ótimo, Mas Não Será Usado Em Qualquer Lugar.

 

O uso de um assistente digital controlado por voz faz muito sentido em determinadas situações. Se você tem as mãos ocupadas – com um volante, ou um jantar pela metade, talvez – falar um comando simples é muito melhor do que digitar um. E o que a recente safra de assistentes digitais controlados por voz fez é começar a preencher as lacunas deixadas por outras formas de entrada, como o teclado. Mas isso não significa que a fala substitua o teclado ou a tela para tarefas mais complexas.

 

A fala funciona melhor com comandos simples, sem solicitações longas, complicadas, precisas e aninhadas. Isso ocorre por duas razões – primeiro, porque os algoritmos ainda acham essas solicitações complexas difíceis de processar e, em segundo lugar, porque os humanos as acham muito difíceis de compor, e é exatamente por isso que escrevemos as coisas.

 

Da mesma forma, o uso do controle de voz nos negócios provavelmente será um nicho: é bom gritar ‘Alexa, defina um cronômetro’ sobre o barulho da família na cozinha, mas talvez não seja bom no escritório.

 

A revolução está apenas começando. A VUI é relativamente nova e acredito todos nós (desenvolvedores e usuários) ainda precisamos aprender como lidar com isso – assim como no início da adoção do mouse e das telas touch… Então pode não fazer muito sentido agora, mas com certeza iremos evoluir e novas ferramentas serão criadas para melhorarmos muito neste aspecto.

 

2. Não Está Claro Como Você Ganha Dinheiro Com As Skills Da Alexa.

 

Os ecossistemas dos smartphones explodiram quando os desenvolvedores independentes descobriram que poderiam ganhar muito dinheiro com a criação de aplicativos para Android e iOS. Embora já existam muitas skills para Alexa, muitas são triviais ou simplesmente conexões com aplicativos existentes.

 

Não está claro se o controle de voz por si só é suficiente para suportar um ecossistema como o do smartphone com centenas de milhares de aplicativos.

 

De fato, invocar aplicativos Alexa é, por si só, muito complicado, porque os usuários precisam lembrar os nomes e palavras-chave específicos necessários para ativar cada aplicativo. Isso pode limitar o número usado (eu mesmo não consigo acompanhar mais de meia dúzia), pelo menos até que o processo de chamada possa ser simplificado.

 

A monetização de skills, ISP (In Skill Purchase), foi lançado recentemente e não está disponível em todos os locais (no Brasil ainda não tem) e, novamente, ainda estamos aprendendo como usar a voz para utilizar aplicativos…

Quanto a utilização das skills chamando-as pelo nome, por hora não vejo problema. São poucos disponíveis ainda mas pode se tornar um entrave para popularizar o uso delas. Quantas vezes você quis abrir algum aplicativo no seu celular e não lembrava o nome, só vem na cabeça alguma funcionalidade dela… daí você abre a gaveta de aplicativos e fica procurando até encontrar? 

 

3. As Preocupações Com A Privacidade Podem Aumentar.

 

A Amazon é clara sobre o que é gravado pelo serviço Alexa e o que não é – e permite revisar as gravações por meio do aplicativo Alexa e excluí-las, se desejar. Mas, se você reproduzir alguma coisa, ainda dá uma sensação estranha ouvir uma gravação de sua própria voz – ou dos membros de sua família – que foi enviada aos servidores em nuvem da Amazon para ser processada.

 

À medida que os dispositivos controlados por voz se tornem mais amplamente utilizados, mais problemas em torno da privacidade surgirão, sem dúvida. Como os fornecedores lidarão com esses problemas terá um grande impacto no sucesso dos dispositivos controlados por voz.

 

Os Echo vem com botões para desligar o microfone e a câmera – no caso do Echo Show. Mas fora isso eles ficam o tempo todo ligado pois esperam pela palavra de ativação “Alexa”… Então estamos sendo escutados o tempo todo. A gravação só ocorre depois do usuário usar a palavra de ativação… Será que o device pode ser hackeado e ficar gravando/enviando tudo o que se passa para alguém mal intencionado? Mais uma questão que teremos que lidar…

 

4. Amazon Tem O Timming, Mas Por Quanto Tempo?

 

A Amazon certamente está um passo a frente contra concorrentes como Google e Apple, encontrando o dispositivo certo para incorporar seu serviço Alexa. Colocar a Siri ou o Google Now em um smartphone nunca funcionou tão bem: queremos conversar em nossos telefones, não falar com eles.

 

Em casa, há muito menos potencial de constrangimento ao conversar com um desses serviços, como a Amazon percebeu. O Google certamente tentará restringir a liderança que a Amazon tem, usando o alto-falante inteligente do Google Home, assim como a Apple, que há muito tempo desenvolve projetos de casa inteligente.

 

É provável que a vantagem da Apple aqui seja em torno da privacidade, assim como no mundo dos smartphones. Em casa, isso pode ser um grande negócio.

 

Quanto a estranheza em usar a voz, eu também ainda não estou à vontade em ficar conversando com o computador. Os vizinhos devem me achar um doido falando “sozinho”… Mas é só lembrar do início da minha carreira. O mouse já existia e o estranho era usar comando do DOS, coisa que era o padrão alguns anos antes. Então é só questão de costume. E vamos em frente.

Agora a concorrência já se mexeu: a Apple lançou o HomePod com a Siri e a Google lançou o Google Home. Mas a Amazon foi a primeira que trouxe os aparelhos para o Brasil.

Então o que era dúvida em 2017 já é uma certeza: a interface de voz é a próxima corrida tecnológica. Hoje então os motivos pelas quais a Alexa não vai dominar o mundo dependem apenas dos concorrentes, pois a voz veio para ficar.

 

O artigo original em inglês você pode ler aqui: Amazon’s Alexa: Four reasons she isn’t going to take over the world (yet).

 

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1 Comentário

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